terça-feira, 3 de junho de 2014

Israel apresenta sistema capaz-de abater pequenos drones

A empresa militar israelense Rafael Advanced Defense Systems Ltda. afirmou que os planos de instalação do novo sistema de defesa antimíssil com base na tecnologia laser estão tomando forma.

A Rafael fará uma apresentação do sistema Feixe de Ferro, esta semana, no Show Aéreo de Singapura.
"É exatamente como no filme Star Wars. Pode-se ver como os feixes de laser sobem, atingido o alvo, como um raio", declarou o porta-voz oficial da empresa.
O Feixe de Ferro é projetado para abater pequenos drones, mísseis e morteiros.
israellivre.blogspot.com

Israel testa sistema antimísseis para voos comerciais

Israel testa sistema antimísseis para voos comerciais

AFP - Agence France-Presse
Publicação: 26/02/2014 17:37 Atualização:

Israel realizou com sucesso os testes de um novo sistema de defesa antimísseis destinado aos aviões comerciais, anunciou o Ministério israelense da Defesa nesta quarta-feira.
De acordo com a pasta, o sistema laser batizado de "SkyShield" (escudo do céu, em português) poderia detectar mísseis antiaéreos portáteis e confundir seu sistema de direção, tornando-os inoperantes.
"Os testes, realizados (...) no sul do país, foram os mais complexos e sofisticados já conduzidos pelo Estado de Israel", declarou o Ministério, em um comunicado.
"A série de testes incluiu uma grande variedade de ameaças que o sistema 'SkyShield' teria tido de enfrentar para proteger os aviões de transporte de passageiros", acrescentou.
O Ministério não informou quando o sistema entrará em serviço.
Em agosto passado, o aeroporto de Eilat, balneário israelense à beira do Mar Vermelho, foi fechado por um curto período de tempo por questões de segurança. Situado perto da península do Sinai egípcio, Eilat foi várias vezes alvo de lançamentos de foguetes transfronteiriços.
Nesta quarta, a imprensa israelense informou que o "SkyShield" é voltado para voos domésticos tendo esse aeroporto como destino, assim como para voos internacionais.
Em 28 de novembro de 2002, um avião da companhia israelense de Arkia, com 261 passageiros a bordo, escapou por pouco de dois lançamentos de mísseis portáteis, após sua decolagem do aeroporto de Mombaça, no Quênia.

FORÇA AEREA DE ISRAEL AUMENTARA SEU PODER EM 400%

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De acordo com o chefe da Força Aérea de Israel, as capacidades ofensivas da IDF (Forças de Defesa de Israel) vão quadruplicar até o final de 2014. Em um único dia, aviões israelenses podem atacar milhares de alvos terroristas e superar as conquistas da IDF durante operações prolongadas.
O major-general Amir Eshel, Comandante da Força Aérea de Israel, falou na semana passada na Décima Conferência Anual para a Segurança Nacional sobre a contribuição do poder aéreo para as capacidades estratégicas de Israel. O major-general Eshel discutiu as capacidades de ataque e de defesa da força aérea durante os tempos de guerra e operações de rotina.
“Eu acredito que as nossas capacidades ficam em segundo lugar, perdendo apenas para os Estados Unidos – a partir de um ponto de vista tanto ofensivo como defensivo”, disse o comandante da IAF, referindo-se a um salto significativo nas capacidades ao longo dos últimos dois anos. O comandante baseou sua opinião em uma avaliação de habilidades da IDF e conversas com oficiais de exércitos estrangeiros.
“Temos uma capacidade ofensiva sem precedentes, o que nos permite atacar com precisão milhares de alvos em um dia. Dobramos nossa capacidade duas vezes nos últimos dois anos. Até o final de 2014, vamos ver uma melhoria de 400 por cento para as nossas capacidades ofensivas em relação ao passado recente, como resultado de um longo processo de melhorias. ”
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Para ilustrar os avanços de Israel, o Comandante da IAF fez a comparação da nova eficácia da força aérea com outras conquistas nos últimos anos. “A força aérea no final de 2014, em menos de 24 horas, pode fazer o que ela fez em três dias, durante a Segunda Guerra do Líbano, e pode fazer em 12 horas o que ela fez em uma semana, durante a Operação Pilar de Defesa”.
O major-general Eshel afirmou que “Israel não pode permitir ataques de longo prazo. Precisamos vencer rapidamente. Um curto período de tempo, na minha opinião, é de poucos dias. Eu não acredito na realização de longas guerras “.
O chefe da força aérea argumentou que o poder de fogo preciso e de qualidade é a principal variável para alcançar a vitória. Para isso, ele disse: ” Não é o suficiente ter capacidade apenas técnica – precisamos adotar uma abordagem. Estamos falando de uma operação com potência total de todos da força aérea, abrangente, desde a abertura do esforço ofensivo, a fim de atacar de forma tão poderosa quanto possível e encurtar a guerra”.
“Nós podemos destruir as capacidades militares e infra-estrutura de apoio às atividades do Hezbollah em uma escala que exigiria décadas para reconstruir. [Poderíamos alcançar] um golpe direto na organização terrorista e tudo a que suporta em uma escala inimaginável”, disse o comandante da IAF.
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“Infelizmente, o Hezbollah levou seus ativos e os levou para as cidades “, acrescentou . Terroristas do Hezbollah se posicionam no fundo de áreas urbanas, onde usam casas de civis como escudos contra contra-ataques israelenses. Nos últimos anos, eles também têm dominado a técnica de desaparecer no subsolo.
“Este é um desafio muito importante, porque não quero ferir pessoas inocentes . Nós temos mais de uma vez casas que estão habitadas por cidadãos serão prejudicados … estes são alvos militares que apoiam o seu esforço de guerra. ”
Diante desses desafios, a IDF utiliza ataques de precisão para eliminar alvos terroristas – um método que também impede as operações em espiral nas guerras. “O que caracteriza o [nosso] poder aéreo é a nossa capacidade de controlar o seu impacto, e isso é muito importante durante os incidentes de combate entre guerras”, explicou o major-general Eshel. “Tudo é flexível e sujeito a alterações. Esta é a vantagem da força aérea: a capacidade de usar o martelo que foi feito para as guerras e usá-lo em uma capacidade mais limitada “.
FONTE: Israel Defense Forces / Tradução e adaptação Poder Aéreo, do original em inglês
NOTICIAS DE ISRAEL E AQUI: israellivre007.blogspot.com

terça-feira, 19 de março de 2013


Quem afinal precisa de Israel?

Pat Boone
A pergunta acima, literalmente ou por insinuação, está sendo muito divulgada em nossos dias, enquanto indivíduos e governos procuram desesperadamente soluções permanentes no Oriente Médio.
Muitos líderes políticos europeus e americanos — tendo ouvido as manifestações e a determinação de limpar Israel da face da terra, vindas de tipos como Yasser Arafat (da “Palestina”), Osama bin Laden (Arábia Saudita), Saddam Hussein (Iraque) e Mahmoud Ahmadinejad (Irã) e tantos outros indivíduos poderosos na região — estão chegando perigosamente ao ponto de decidir que o minúsculo país de Israel é o “espinho” da ordem mundial.
O pensamento lógico seguinte é: “Quem precisa de Israel? Deixem que seja eliminado, deixem que sua população seja dispersa (ou tenha outro destino), e o Oriente Médio poderá confortavelmente se estabelecer numa harmoniosa comunidade islâmica de nações. Problema resolvido!”
Que absurdo. Que cegueira suicida.
Acabo de chegar de um evento importantíssimo na capital dos Estados Unidos. Uma organização chamada Christians United for Israel (Cristãos Unidos por Israel), reuniu 4.000 pessoas de todos os50 estados em vários dias de sessões de instruções e estratégias, culminando num comício estimulante e poderoso no Centro de Convenções de Washington DC apresentando líderes judeus e os maiores líderes evangélicos celebrando as coisas que temos em comum e os laços que nos unem. No dia seguinte, vários milhares dos participantes se espalharam por Washington, fazendo lobby virtualmente com todos os deputados federais e senadores em favor de Israel e sua soberania.
Por que? Será que só nós não conseguíamos enxergar que todo esse esforço era inútil ou que estávamos nos preocupando desnecessariamente? Só nós não conseguíamos ver que o mundo seria melhor se Israel não existisse?
Não, todos nós vemos claramente que o mundo precisa de Israel. O mundo inteiro.
O que estou querendo dizer? Pense:
Israel, o centésimo menor país do mundo, com menos de um milésimo da população mundial, pode se orgulhar de muitos avanços surpreendentes na sociedade em quase todas as áreas!
O novo processador multi-core da Intel foi completamente desenvolvido em instalações localizadas em Israel. E o telefone celular, que hoje praticamente todo o mundo usa, foi desenvolvido em Israel pela Motorola, que tem o seu maior centro de desenvolvimento nesse pequeno país.
A tecnologia de voz por Protocolo de Internet (VoIP) foi originada em Israel.
O AirTrain JFK — o labirinto de trilho ferroviário de 13 km que liga o Aeroporto JFK ao trânsito de massa da Cidade de Nova Iorque — é protegido pelo sistema de vigilância Nextiva, desenvolvido em Israel.
Bill Gates chama Israel de “um importante competidor no mundo da alta tecnologia”; a maior parte do sistema operacional Windows NT foi desenvolvida pela Microsoft de Israel; a tecnologia do chip Pentium MMX foi projetada em Israel pela Intel; tanto a Microsoft quanto a Cisco construíram suas únicas instalações R&D fora dos EUA em Israel; e, com mais de 3.000 empresas de alta tecnologia, Israel tem a concentração mais elevada de empresas de alta tecnologia no mundo fora do Vale do Silício.
Entenda o seguinte fato: Israel lidera o mundo no número de cientistas e técnicos na força de trabalho, com 145 por 10.000 habitantes, em comparação com os EUA, que têm 85; 70 no Japão e menos de 60 na Alemanha. Com mais de 25 por cento de sua força de trabalho empregada em profissões técnicas, Israel lidera em primeiro lugar nessa categoria também!
Os exemplos não param.
O Instituto Weizmann de Ciência foi votado como “a melhor universidade do mundo para os biólogos conduzirem pesquisas”. Os pesquisadores de Israel…
…descobriram o gatilho molecular que provoca a sarna.
…desenvolveram o vazamento Ex-Press que dá alívio aos que sofrem de glaucoma.
…descobriram um teste de sangue que diagnostica ataques de coração — pelo telefone!
…descobriram uma combinação de estímulos elétricos e quimioterapia que faz com que as metástases cancerígenas desapareçam — e desenvolveram a primeira instrumentação de diagnóstico, totalmente computadorizada e sem radiação, para exames de câncer de mama!
…projetaram o primeiro sistema de vôo que protege aviões de passageiros e de carga contra ataques de mísseis.
…desenvolveram a primeira câmera de vídeo ingestível — tão minúscula que cabe numa pílula — usada para ver o intestino fino a partir de dentro, dando aos médicos a oportunidade de diagnosticar problemas digestivos e câncer!
…aperfeiçoaram um novo dispositivo que ajuda diretamente o coração a bombear sangue, uma inovação com o potencial de salvar vidas entre as pessoas que têm insuficiência cardíaca congestiva, sincronizando as operações mecânicas do coração por meio de um sistema sofisticado de sensores.
Essas são apenas algumas das contribuições recentes de Israel para o bem-estar do mundo.
Não dá para enumerar aqui o número enorme de invenções em Israel. Falta de água, aquecimento global, viagem espacial, antivírus, antivaríola, pressão sanguínea, energia solar, paralisia, diabete, armazenamento de dados — esses e centenas mais — estão sendo estudados pelos cientistas de Israel. Eles são pioneiros na pesquisa de DNA, usando finíssimos fios para criar transistores humanos que podem literalmente se construir — e desempenhando um papel importante na identificação de um gene defeituoso que provoca uma doença rara e geralmente fatal em bebês árabes!
Quem é que precisa de Israel? A pergunta certa é: quem é que não precisa de Israel?
Israel produz, de longe, mais jornais científicos per capita do que qualquer nação; tem o maior número de empresas se abrindo no mundo inteiro, só perdendo para os EUA; é número 1 no mundo nos fundos de empresas emergentes, financiando todos esses avanços; sua economia de 100 bilhões de dólares é maior do que toda a economia de seus vizinhos próximos juntos; e Israel é a única democracia liberal no Oriente Médio.
E embora mantenha, de longe, os mais elevados padrões de vida normal e renda per capita, ganhando até mesmo dos padrões da Inglaterra, Israel é a nação que mais absorve imigrantes na terra, proporcionalmente à sua população. É realmente uma maravilha sem paralelo em nosso tempo.
Aonde quero chegar com tudo isso?
Simplesmente que a própria idéia de eliminar ou mesmo desalojar Israel de sua pátria histórica é suicídio para o resto do mundo, não apenas para seus vizinhos árabes. Embora haja sinistras conseqüências bíblicas pronunciadas sobre aqueles que “amaldiçoam Israel”, há também bênçãos maravilhosas prometidas aos que “abençoam” Israel — e nós estamos vendo essas bênçãos reais, práticas e humanitárias se espalharem pelo mundo, abençoando toda a humanidade.
Pare apenas por um segundo e imagine um mundo hoje que jamais conhecesse Israel. E então vá mais além: Considerando os padrões de vida, ideologias e atitudes israelenses para com todos os que ousam discordar deles, imagine como seria nosso mundo se os inimigos de Israel governassem o mundo. Você preferiria viver num Irã, Iraque, Síria ou Afeganistão? Ou Israel?
Quem precisa de Israel? Vamos ser honestos. Todos nós precisamos.
Pat Boone, descendente do lendário Daniel Boone, já foi cantor de paradas de sucesso, estrela de seriados de TV, artista de Hollywood e escritor durante meio século. Ele é conhecido no Brasil pelo clássico filme A Cruz e o Punhal, onde ele faz o papel do Rev. David Wilkerson. Durante a era clássica do rock & roll na década de 1950, ele vendeu mais discos do que qualquer cantor, exceto Elvis Presley. Para conhecê-lo melhor, visite seu site em inglês.
noticias de Israel e aqui : israel-livre.blogspot.com.br

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Israel na Rio+20


Israel na Rio+20

Israel terá participação ativa durante a Conferência das Nações Unidas Sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, de 13 a 22 de junho de 2012. O ministro do meio ambiente, Gilad Erdan, confirmou presença no evento de 19 a 22 de junho, representando oficialmente o Governo de Israel.
Além da participação de empresas e ONGs israelenses nos eventos paralelos aos que acontecem na sede da Conferência, a delegação oficial de Israel contará com um espaço no Riocentro, na Barra da Tijuca, onde também participará das reuniões políticas e profissionais do início ao fim de todo o evento.
Os destaques da presença de Israel na Conferência se darão na quarta-feira, 20 de junho, quando acontece o curso rápido oferecido pelo Fundo Judaico Nacional (KKL), que aborda o título “reuso de água e arborização como meios de reabilitação de terras degradadas”, e o evento “compartilhando e formando parcerias nas soluções de tratamento de águas urbanas”, organizado pelo ministério da indústria, comércio e trabalho de Israel, que tomará como base a longa experiência do país nos assuntos relacionados a água. Outro destaque será o evento liderado por Israel que ocorre na sexta-feira, 22 de junho, sob o título “utilizando a agricultura verde para estimular o crescimento econômico, alcançar a segurança alimentar e a erradicação da pobreza”.

Sobre Israel

Para mais informações sobre Israel e suas políticas para o meio ambiente, acesse:
Como um país com escassez de recursos naturais, Israel está bem familiarizado com o desafio de fazer mais com menos. E muito tem sido feito na última década para atender aos desafios do desenvolvimento sustentável, como o desenvolvimento de programas para a sustentabilidade local, a definição de metas para energia renovável e conservação de energia, a formulação de um plano nacional para as alterações climáticas, o início de uma revolução na reciclagem de resíduos, a formulação de um plano nacional para redução da poluição do ar, a elaboração de um Plano Nacional de Biodiversidade e a decisão do governo sobre uma estratégia de crescimento verde.
Israel tem trabalhado sobre as principais questões que serão discutidas durante a Rio+20, esboçando as realizações do país e seus desafios, as metas para o futuro e sua posição frente à comunidade internacional em áreas como a indústria verde e inovação, gestão da água, agricultura sustentável, cidades verdes e gestão da biodiversidade.
O ministro Gilad Erdan afirma: "Durante o ano passado, Israel fez progressos importantes ao mover-se em direção a uma economia verde. Mais importante, em outubro de 2011, o nosso governo resolveu preparar uma estratégia de crescimento nacional verde para Israel. Nosso país tem sido reconhecido como líder mundial em tecnologias de água, demonstrando como é possível desenvolver e alimentar uma população crescente em uma terra com escassos recursos hídricos. O tempo chegou para nós servirmos como laboratório global para o desenvolvimento e aplicação de outras inovações que podem fornecer uma alimentação, energia e água seguras e limpas. Nosso futuro depende do curso que definimos hoje".
A escassez de recursos energéticos, água e terra foi um impulso para o desenvolvimento de tecnologias de ponta no país, em uma grande variedade de áreas que incluem a gestão de água, dessalinização da água do mar, agricultura e energia solar do deserto. Hoje, no entanto, uma mudança mais fundamental começou a emergir: um movimento em direção a uma economia verde.
Como um país orientado para a exportação, como um dos mais recentes membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e como membro da comunidade internacional, Israel reconhece a necessidade de ser dissociada a relação destrutiva entre o crescimento econômico e degradação ambiental, e mostrará isso nos próximos dias na Rio+20.

Vídeos sobre Israel Verde

1) Milhões de pessoas vão a Israel para visitar seus locais históricos. Mas o turismo ecológico cresce a cada ano. Assista: http://youtu.be/cI0LsHN_9gk
2) Israelenses criaram uma solução inovadora para combater a fome e a pesca predatória. Assista:http://youtu.be/B97xHCrSmq4
3) GloboNews – Cidades e Soluções – Especial “Água”:
- No primeiro programa sobre água, conheça as tecnologias que possibilitaram a agricultura em um país árido como Israel. Veja como essas técnicas são usadas na produção de frutas no Nordeste do Brasil. Assista: http://globotv.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/v/veja-o-primeiro-programa-especial-sobre-agua/835449/
Planta de dessalinização em Israel.
- No segundo programa especial sobre água, saiba como Israel está transformando a água do mar em água potável. A mesma tecnologia ajuda a tirar da carência absoluta as populações do semi-árido brasileiro. Assista:http://globotv.globo.com/globo-news/cidades-e-solucoes/v/veja-o-segundo-programa-especial-sobre-agua/838712/

Meio Ambiente em Israel: História

Parque Nacional de Gan HaShlosha.
A origem da preocupação israelense com as questões ambientais se confunde com a história do sionismo e das primeiras ocupações judaicas no território da antiga Palestina, ao final do século 19. Em 1901 foi fundado o Fundo Nacional Judaico (KKL, na sigla em hebraico), durante o 5º Congresso Sionista. Ao adquirirem por meio de compra os primeiros lotes para a construção de fazendas coletivas, os sionistas se depararam com as enormes dificuldades em tornar o solo local cultivável. As características geológicas e climáticas da região praticamente tornavam impossível o cultivo de qualquer espécie. Foi necessário o estudo e a adaptação de inúmeros fatores para que se conseguisse colher os primeiros resultados práticos daquelas ocupações. Isto deu àqueles homens um conhecimento específico das técnicas ali desenvolvidas.
Em 1903, o KKL adquiriu suas primeiras terras: 50 acres em Hadera. Em 1905 foram compradas áreas próximas ao Mar da Galileia e em Ben Shemen, no centro do país.
Foram criadas novas e exclusivas técnicas de recuperação de solo, através da limpeza dos campos rochosos, a construção de terraços, drenagem de pântanos, dessalinização, reflorestamento, contenção de encostas etc. Em pouco tempo, desenvolveu-se uma prática padrão no trato com as terras locais que possibilitou a expansão dos projetos agrícolas e a aquisição de mais e maiores propriedades.
Plantio de mudas de árvores nativas nas encostas das montanhas de Gilboa, nos anos 60.
Em 1908 foi cultivada a primeira floresta do KKL: a "Floresta Herzl", em Ben Shemen. Desde então foram plantadas mais de 230 milhões de mudas, o que fez de Israel o único país no mundo que aumentou seu número de árvores na virada do século 20. No início as espécies predominantes eram variedades de pinheiros, porém, nas últimas décadas optou-se por uma maior diversificação, acrescentando-se carvalhos, alfarrobeiras e terebintos. Os cipestres são cultivados nas colinas desmatadas e nas planícies costeiras; o eucalipto, a tamargueira e a acácia azul adaptam-se melhor aos solos salinos dos desertos do Neguev e de Aravá. As árvores enriquecem e conservam o solo, evitando a erosão causada pela água e vento, e por isso ajudam a combater a desertificação. Elas também absorvem o dióxido de carbono, desestimulando o efeito estufa.
Após a independência, com o súbito aumento da população e a necessidade de se desenvolver uma agricultura de exportação, foi criada em 1953 a Sociedade para a Proteção da Natureza em Israel. Seus fundadores foram Azariah Alon e Amotz Zahavi e sua primeira missão foi coordenar a drenagem do Vale do Hula, com vistas à recuperação do solo e evitar a propagação da malária na região. No entanto, durante os primeiros anos do novo país, cuidou-se apenas das questões diretamente ligadas ao cultivo econômico. Logo, ficou evidente que haveria a necessidade de se zelar também pelas áreas naturais, com o manejo de florestas e bosques visando à recuperação climática e de recursos hídricos.
Em 1988, o governo de Israel criou um Ministério do Meio Ambiente. A decisão refletiu uma mudança na determinação nacional para enfrentar as questões ambientais. Nos últimos anos, Israel iniciou uma nova jornada, dando seus primeiros passos no caminho rumo ao desenvolvimento sustentável – desenvolvimento que satisfaz as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das gerações futuras satisfazerem suas próprias necessidades.

Holanda usará sistema Israelense para carros elétricos

Até poucos anos atrás, o israelense de origem iraquiana Shai Agassi era conhecido como um nerd de altíssimo nível que trabalhava em Israel para a Pay Pal. Como tal, foi responsável por uma solução que fez da empresa uma líder mundial.
Mas isso era pouco para Shai e ele convenceu o Presidente de Israel, Shimon Peres, a aderir a um plano mirabolante de viabilizar um sistema nacional para que o país, a longo prazo, só tenha carros elétricos em suas ruas. Mas se o problema principal é a baixa duração das baterias, que permitem rodar no máximo 120 a 140 km de autonomia, como seria feito o projeto?
De forma surpreendente Shai inverteu a questão e, sem conseguir estender a autonomia da bateria, criou uma forma de trocá-la em tempo menor do que se abastece um tanque de combustível. Assim ele criou a Better Place, uma empresa que vem instalando em Israel em todos postos, estacionamentos privados e estacionamentos de shoppings, uma plataforma que troca a bateria usada por uma nova em apenas 60 segundos.
A bateria passou a ser do sistema da Better Place e não do dono do veiculo, pagando este apenas pela reposição. E o sistema é que trata de recarregá-la.
A proposta do Governo israelense é que o país, no médio prazo, não use mais gasolina na área automotiva, liberando-se do uso do petróleo e assim dando um exemplo ao mundo de como se liberar do terror geopolítico incentivado por esse combustível. Como é um país pequeno, serve como “case “ inicial.
A novidade e a ousadia chamaram a atenção de outros governos. A Better Place vai instalar uma estação de carregamento de baterias próximo do aeroporto Schiphol, em Amsterdã. A instalação das estações será feita em cooperação com uma empresa local. A estação de recarregamento será usada para mostrar as vantagens da tecnologia da Better Place e convencer o governo holandês a adotar o sistema para que sua população possa usufruir e, consequentemente, contribuir para o meio-ambiente. A Holanda é considerado um dos países mais avançados da Europa que diz respeito à adoção de carros elétricos. O governo está implantando um programa de “transporte verde”, por meio do qual irá comprar dezenas de carros elétricos para analisar sua viabilidade. Amsterdã é considerada uma cidade líder na área. Há dois meses apresentou um programa para o u! so de carros elétricos no centro da cidade. O governo holandês também estuda adotar incentivos fiscais para carros elétricos.
Além de Israel, onde pretende instalar cerca de 200 estações de recarregamento, a Better Place já vendeu o sistema de carros elétricos para Austrália, Japão e Dinamarca.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

AS MUITAS MASCARAS DE SATANAS


O Anti-Semitismo

O anti-semitismo tem afligido a humanidade por milênios. Pergunte aos anti-semitas por que eles odeiam o povo judeu e você logo ouvirá uma grande número de desculpas desgastadas, ilógicas e que não podem ser comprovadas com fatos. Para os cristãos que crêem na Bíblia, o anti-semitismo é tão estranho às Escrituras que não devemos dar-lhe acolhida nem por um momento. Mesmo reconhecendo a oposição dos judeus ao Evangelho, o apóstolo Paulo nos lembra claramente que não temos o direito de odiar o povo escolhido de Deus. Ele escreveu: “Quanto ao evangelho, são eles inimigos por vossa causa; quanto, porém, à eleição, amados por causa dos patriarcas” (Romanos 11.28).
Além da coleção de desculpas sem fundamento e muitas vezes absurdas apresentadas pelas pessoas para justificarem seu ódio ao povo judeu, existe outra explicação para a existência do anti-semitismo. Trata-se de algo que realmente pode ser encontrado na Bíblia. Mesmo assim, esse texto bíblico não servirá para confortar os anti-semitas.
A passagem pertinente das Escrituras é Apocalipse 12.1-6: “Viu-se grande sinal no céu, a saber, uma mulher vestida do sol com a lua debaixo dos pés e uma coroa de doze estrelas na cabeça, que, achando-se grávida, grita com as dores de parto, sofrendo tormentos para dar à luz. Viu-se, também, outro sinal no céu, e eis um dragão, grande, vermelho, com sete cabeças, dez chifres e, nas cabeças, sete diademas. A sua cauda arrastava a terça parte das estrelas do céu, as quais lançou para a terra; e o dragão se deteve em frente da mulher que estava para dar à luz, a fim de lhe devorar o filho quando nascesse. Nasceu-lhe, pois, um filho varão, que há de reger todas as nações com cetro de ferro. E o seu filho foi arrebatado para Deus até ao seu trono. A mulher, porém, fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias”.
Os personagens envolvidos são a mulher, seu filho e o dragão. Ao comparar a descrição da mulher com o sonho de José (Gn 37.9-10), podemos ver que ela representa Israel. O filho, obviamente, é Jesus, um judeu de nascimento. O dragão, claro, é Satanás (veja Ap 12.9).
O dragão tenta devorar o filho da mulher, mas não consegue fazê-lo porque a criança tem sua vida milagrosamente preservada, até ao ponto de ser levada para o céu (a ascensão). A passagem continua: “Quando, pois, o dragão se viu atirado para a terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão; e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo, fora da vista da serpente. Então, a serpente arrojou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, a fim de fazer com que ela fosse arrebatada pelo rio. A terra, porém, socorreu a mulher; e a terra abriu a boca e engoliu o rio que o dragão tinha arrojado de sua boca. Irou-se o dragão contra a mulher e foi pelejar com os restantes da sua descendência, os que guardam os mandamentos de Deus e têm o testemunho de Jesus; e se pôs em pé sobre a areia do mar” (Ap 12.13-17).
Frustrado em sua tentativa de destruir o Salvador, Satanás dirige sua ira contra a mulher (Israel). De acordo com essa passagem, ele fará tudo o que puder para destruí-la. No final, ele sairá derrotado, mas durante o processo fará tanto estrago quanto puder. Essa passagem nos fornece a explicação melhor – e bíblica – para a existência do anti-semitismo. De forma simples, poderíamos dizer: o ódio a Israel tem sua origem em Satanás.
Satanás, na verdade, usa muitas máscaras
em sua tentativa de opor-se a Deus.

Odiar o povo judeu é participar do plano que Satanás estabeleceu contra ele. Outras explicações, mesmo as que defendem o povo judeu, ignoram esse ensino claro das Escrituras. Opor-se aos judeus é fazer a obra do Diabo.
A visão panorâmica que nos é mostrada em Apocalipse 12 apresenta o conflito de todas as eras: o plano redentor de Deus, centrado no Messias, e o plano satânico de opor-se a ele com todo o seu poder. A Bíblia toda poderia ser resumida nesse capítulo. A derrota certa e inevitável do Diabo não diminui seu desejo de manter a oposição. Israel, inegavelmente, está no centro desse conflito.
Mas como Satanás executa seu plano maligno? Outra passagem do Novo Testamento nos dá a resposta. Satanás sabe que precisa atrair as pessoas ao invés de repeli-las. Caso se apresentasse com a imagem caricata familiar, de uma criatura vermelha, com chifres, cascos e cauda, ele faria com que as pessoas se afastassem ao invés de serem atraídas. Assim, ele usa máscaras que lhe dão uma aparência mais benigna que perversa. Pense um pouco a respeito de 2 Coríntios 11.14: “E não é de admirar, porque o próprio Satanás se transforma em anjo de luz”. Satanás, na verdade, usa muitas máscaras em sua tentativa de opor-se a Deus. Algumas podem, inclusive, parecer nobres e não malévolas.

As Cruzadas

Quando os cruzados finalmente chegaram a Jerusalém e derrubaram suas muralhas em 1099, eles reuniram os judeus em sua sinagoga e colocaram fogo nela.
Para um observador casual da história, as Cruzadas talvez lembrem imagens de cavaleiros que deixaram para trás damas virtuosas e se engajaram em nobres missões de combate ao mal, em nome de Deus. Um exame mais minucioso das Cruzadas, contudo, revela uma realidade completamente diferente.
As Cruzadas foram iniciadas com o que parecia ser um propósito nobre – reconquistar a Terra Santa das mãos dos infiéis muçulmanos. Durante o processo, os cruzados massacraram quase 100.000 judeus. Havia uma grande distância entre a França e a Terra Santa em 1098, o ano em que a Primeira Cruzada teve início. Além disso, durante meses não foi encontrado nenhum muçulmano. Porém, quando os exércitos marchavam pelo vale do Reno,  depararam-se com muitas comunidades judaicas importantes. “Por que esperar para encontrar os inimigos do cristianismo no Oriente Médio”, pensaram eles, “se há outros inimigos bem aqui, perto de nós?” Por isso, eles atacaram e dizimaram as comunidades judaicas que não tinham como se defender.
Tais atrocidades foram cometidas em toda a Europa. Quando os cruzados finalmente chegaram a Jerusalém e derrubaram suas muralhas em 1099, eles reuniram os judeus em sua sinagoga e colocaram fogo nela. Portanto, independentemente do que a palavra “cruzada” significa para os cristãos quando usada como sinônimo de encontros evangelísticos, ela tem uma conotação completamente diferente para os judeus. Essa é a história de Satanás usando uma máscara de cruzado.

Os Monarcas Espanhóis

Os nomes Fernando e Isabel, monarcas da Espanha no final do século XV, freqüentemente lembram imagens das corajosas viagens de Cristóvão Colombo ao Novo Mundo. Mesmo sendo verdade que esses monarcas financiaram tais viagens, eles também tiveram um outro papel na história. Fernando e Isabel eram reis católicos fanáticos e deram sustentação à Inquisição Espanhola.
Ao mesmo tempo em que expulsavam os mouros da Espanha, eles também queimavam na estaca a evangélicos e judeus, acusados de envolvimento em práticas diferentes das ensinadas por Roma. No dia 1º de janeiro de 1492, quando os monarcas entraram vitoriosos em Granada – o último local de resistência dos mouros – eles também assinaram o Édito de Expulsão da grande e próspera comunidade judaica do país. O édito tornou-se efetivo em agosto daquele mesmo ano. Os historiadores contam: na época em que Colombo partiu para o mar, dezenas de navios enchiam o porto, repletos de refugiados judeus que preferiam fugir da Espanha a se converterem ao catolicismo.
Por fim, cerca de 150.000 judeus espanhóis abandonaram sua terra natal ou simularam converter-se ao catolicismo para salvar suas vidas e pertences. Segundo uma cantiga popular, “Colombo navegou pela maré bravia”. Poderíamos acrescentar: “Fernando e Isabel perseguiram a raça judia”. Essa é a história de Satanás usando a máscara dos famosos monarcas espanhóis.
O czar Nicolau II.

Na Rússia

A lista de máscaras satânicas poderia encher vários livros. Durante o século XIX, as maiores comunidades judaicas do mundo se encontravam na Europa Oriental, especialmente na Polônia e na Ucrânia. Os czares que governavam o Império Russo eram devotos da Igreja Ortodoxa Russa. Desde 1881 até a segunda década do século XX, eles patrocinaram uma série de “pogroms” – ataques violentos de camponeses e cossacos contra as comunidades judaicas. O objetivo declarado de um desses czares era que um terço dos judeus se convertesse, um terço deixasse o país e um terço morresse.
Na época da I Guerra Mundial, dois milhões de judeus russos desembarcaram sem um tostão no mundo ocidental, especialmente nos Estados Unidos. Os pioneiros judeus que chegaram à Terra Prometida eram judeus russos buscando uma vida melhor do que os sofrimentos sob o governo dos czares. Nessa ocasião, Satanás apareceu usando a máscara do Império Russo.

Na Alemanha Nazista

Infelizmente, hoje em dia um número crescente de pessoas admira o mal cometido por Hitler e seu Terceiro Reich entre 1933 e 1945. A loucura satânica do nazismo causou tanta devastação no mundo inteiro que podemos apenas classificá-la como um dos piores crimes da história. O povo judeu estava no centro daquele horror. Freqüentemente se diz que morreram mais não-judeus do que judeus durante esse período. Mesmo que isso seja verdade, não serve para diminuir o horror sem igual do Holocausto. Nele, de maneira cruel e sistemática, foram selecionadas e exterminadas seis milhões de pessoas apenas por serem judias. O que faz do Holocausto algo singular é que Hitler não matou os judeus por suspeitar que eram comunistas ou que estavam envolvidos em algum movimento político traidor. Ele os matou mesmo sabendo que se tratava de cidadãos alemães fiéis ao Estado. Ele os assassinou simplesmente porque haviam nascido judeus. Para as pessoas que viveram nos primeiros dias daquela insanidade, o número crescente de restrições impostas aos judeus alemães era defendido com o mais nobre dos propósitos: o nacionalismo.
O discurso foi simples. Era necessário encontrar um “bode expiatório” sobre o qual pudesse ser colocada a responsabilidade da derrota sofrida na “Grande Guerra”. Hitler convenceu os alemães de que um elemento estranho, os judeus, devia ser responsabilizado. Eles foram acusados de ser “internacionalistas” e não “nacionalistas” fiéis à pátria alemã. Contudo, o povo judeu estava vivendo na Alemanha há 900 anos e até mesmo tinha lutado pelo Kaiser (imperador alemão) na I Guerra Mundial. Muitas pessoas engoliram a mentira de que acabar com os judeus seria o melhor para a nação alemã. Essa é a história de Satanás usando a máscara do nacionalismo na Alemanha nazista.
Hitler não matou os judeus por suspeitar que eram comunistas ou que estavam envolvidos em algum movimento político traidor. Ele os assassinou simplesmente porque haviam nascido judeus.

No Presente

Hoje em dia, o anti-semitismo continua se multiplicando em todo o mundo. Mais uma vez, Satanás está espalhando seu engano. Enquanto os israelenses tentam desesperadamente defender-se do terrorismo islâmico, Satanás está enganando o mundo: ele faz com que todos acreditem que os judeus são os agressores e os muçulmanos, as vítimas.
O apóstolo Paulo nos alertou a respeito dos métodos e artifícios usados por Satanás: “que Satanás não alcance vantagem sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios” (2 Co 2.11). Ele também nos incentiva a lutar contra os estratagemas do maligno: “Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes ficar firmes contra as ciladas do Diabo” (Ef 6.11).
Pedro também nos alertou sobre as manobras do Diabo: “Sede sóbrios e vigilantes. O Diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge procurando alguém para devorar; resisti-lhe firmes na fé, certos de que sofrimentos iguais aos vossos estão se cumprindo na vossa irmandade espalhada pelo mundo” (1 Pe 5.8-9).
Enquanto o anti-semitismo fica cada dia mais forte, é urgente que consigamos perceber esse plano do Diabo. Conhecer algumas das máscaras que Satanás utiliza em seu ódio ao povo judeu nos ajudará a ficarmos alertas contra os seus esquemas nefastos para impedir também a obra de Deus em nossas vidas. (William C. Varner -

A propósito do anti-semitismo


O termo "anti-semitismo", com suas conotações biológicas e raciais, foi usado pela primeira vez em 1879, por Wilhem Marr, fundador da famosa Liga Anti-Semita.
A expressão "anti-semitismo" tornou-se logo de uso corrente, encontrando um campo amplo para seu emprego. Amparando-se no culto da ciência, que se tornou muito popular a partir dos últimos vinte anos do século XIX, todos os postulados "científicos" do termo foram avidamente aceitos por determinados segmentos da ideologia nacionalista-patriótica.
Marr embasava o termo "anti-semitismo" com uma identidade racial, asseverando que o caráter "inato" dos judeus ou semitas – considerados descendentes de Sem, um dos três filhos de Noé mencionados no livro do Gênesis – era absolutamente oposto ao caráter "nobre e puro" dos arianos (Marr, ao dizer "arianos", tinha em mente os teutões e nórdicos, tais como alemães, austríacos, escandinavos, holandeses, ingleses, franceses etc.). Ele considerava, magnanimamente, que os judeus não podiam deixar de ser o que eram: homens "inferiores moral e fisicamente", porque a natureza os havia predeterminado a serem assim.
Essa mistura de contra-sensos pseudocientíficos era ministrada pelos raivosos racistas aos ignorantes e apáticos e só divertia ou irritava os eminentes homens de ciência daquela época.
De certa forma, o arianismo começou assim: no ano de 1808, o célebre estudioso do sânscrito Friedrich von Schlegel (católico casado com a filha de Moisés Mendelssohn, Dorothea) observou, no decurso de suas pesquisas filológicas, certa proximidade entre o persa e o sânscrito, de um lado, e as línguas teutônicas (alemão, sueco, holandês etc.), de outro. A partir dessas observações inteiramente acidentais e de outras realizadas por vários filólogos, ele elaborou uma hipótese para a origem dessas línguas "aparentadas": elas viriam de uma língua ancestral comum, o "ariano", supostamente falado por um povo chamado "ariano", que habitava a terra de "Ariana".
Nem é preciso dizer que o "ariano" era uma língua perdida e esquecida; os próprios "arianos" haviam desaparecido no bojo da história e a terra de "Ariana" era mencionada superficialmente no Zend Avesta, livro das escrituras semíticas do zoroastrismo persa, escrito por volta do ano de 1000 a.C. Não há, entretanto, qualquer indicação de onde estaria situada.
Foi nesses hipotéticos arianos, habitantes de um país hipotético chamado Ariana, que falavam uma língua hipotética, o ariano, que os anti-semitas do século XIX, entre os quais estavam professores, jornalistas e demagogos alemães, foram buscar as fontes de sua nobreza ancestral e de seu orgulho de fazer parte de uma "raça superior" da Humanidade. Não resta dúvida de que o sentimento nacional, que se seguiu ao triunfo espetacular dos alemães sobre os franceses na guerra franco-prussiana de 1870, estimulou enormemente o desenvolvimento do princípio "científico" anti-semita do arianismo, fazendo-o parecer convincente. Ao mesmo tempo, buscando inspiração na mesma fonte literária – o Zend Avesta – os anti-semitas do século XIX fizeram uma analogia entre o princípio zoroastriano da dualidade e da oposição mortal entre a deidade da luz (Ormuz) e a deidade das trevas (Arimã) e a oposição, igualmente mortal, que se supunha existir entre a raça ariana (a "raça superior" alemã) e a raça semítica (a "raça escrava" judia). A conclusão a que chegaram foi: assim como o deus persa da luz estava empenhado em eterna batalha com o deus das trevas, até que este último fosse derrotado – a raça ariana deveria encetar um combate mortal contra o judaísmo, até destruí-lo.
Quanto à "pureza racial", reivindicada pelos apologistas "arianos" em favor do povo alemão, o eminente antropólogo francês Pittard fez a seguinte observação: "Há tanta diferença entre um pomerano da costa do Báltico e um bávaro do maciço do Amer, quanto a que existe entre um cavalo e uma zebra." (Polskraiser: apud Clemesha, 1998, 68).
Nos anos intermediários entre a guerra franco-prussiana e a unificação de todos os estados alemães, em 1871, e a tomada do poder por Adolf Hitler, em 1932, havia na Alemanha um número relativamente grande de judeus, que prosperavam. Sob a orientação oportunística do príncipe Bismarck, que compreendia a reação e o liberalismo a um só tempo, os judeus conseguiram a emancipação civil total e, portanto, oportunidades iguais sob o ponto de vista jurídico em qualquer ramo de atividade. Não há dúvidas que, durante as três décadas finais do século XIX, a grande expansão comercial e industrial da Alemanha deu a muitos judeus uma oportunidade sem par. Muitos enriqueceram e se integraram aos pilares da sociedade, exercendo atividades tais como as de fabricante, negociante, banqueiro, médico, engenheiro, advogado, além de práticas culturais, como a música e a literatura.
Não será necessário insistir que o elemento de ressentimento permeou o pensamento de muitos anti-semitas com relação a seus compatriotas alemães de origem judaica. Desde que os Cavaleiros da Cruz, ao final do século XI, haviam-se expressado aos gritos de "Hab hab!" ("Dê, dê!"), os inimigos dos judeus em todos os países da Europa, nos séculos que se seguiram, passaram a encobrir sua cobiça pelo dinheiro e pelas posses dos judeus com a unção de um sentimento piedoso. Essa combinação de sentimentos foi, sem dúvida, a centelha que provocou a petição popular assinada por 300.000 cidadãos prussianos, em 1880 – a que se seguiram dois dias de violentos debates no Parlamento – requerendo do Marechal de Ferro (Bismarck) que excluísse os judeus de todas as escolas e universidades e que lhes proibisse ocupar qualquer cargo público. "A mistura do elemento semítico ao elemento germânico de nossa população demonstrou ser um fracasso. Temos que enfrentar agora a perda de nossa superioridade pela ascendência do judaísmo, cuja influência sempre crescente provém de características raciais que a nação alemã não pode e não deve tolerar, a não ser que deseje destruir a si mesma".
Quão diferente era o tratamento que dera Robespierre, durante a Revolução Francesa, aos propalados defeitos "judaicos" (como se outros povos também não tivessem as mesmas deficiências!). Falando aos delegados da Assembléia Nacional para solicitar que incluíssem os judeus nas provisões humanísticas dos Direitos do Homem, disse ele: "Os defeitos dos judeus provêm do rebaixamento a que vós (cristãos) os haveis submetido. Se elevarmos sua condição, rapidamente farão jus a ela." (Nyiszli: 1980, 189).
Segundo um dito antigo, "os judeus eram amaldiçoados por fazer e eram amaldiçoados por não fazer". O reverendo Dr. Stöcker, pregador de Potsdam (capital do estado de Brandenburg, junto a Berlim), favorito do Kaiser (o imperador alemão), declarou: "Os judeus são, simultaneamente, os pioneiros do capitalismo e do socialismo revolucionário, trabalhando assim pelos dois lados para destruir a atual ordem social e política." (Sartre: 1954, 76).
Os anti-semitas alemães, evidenciando sempre forte inclinação nacional para a metafísica, para a obtenção de conclusões "científicas" e para a elaboração de formulações precisas a partir delas, desenvolveram seu ódio aos judeus obedecendo a um sistema científico irrefutável – assim pensavam eles. Observa-se, freqüentemente, que sociedades ou grupos de homens, quando querem fazer parecer aos outros que suas ações são mais corretas e justificadas do que na realidade, tratam de adorná-las com racionalizações altissonantes de natureza intelectual, moral e legal, para assim disfarçar-lhes a má índole. Como observou, porém, o célebre jornalista e filósofo satírico judeu Max Nordau, (1849-1923), ao comentar acerbamente as proezas "intelectuais" dos anti-semitas: "Os pretextos variam, mas o ódio continua." (Clemesha 1998, 145)
O ódio dos anti-semitas na Alemanha e na Áustria perdurou, mas, a partir dos meados do século XIX, surgiu um pretexto novo, desta vez fornecido por intelectuais e professores – etnólogos, biólogos, psicólogos e historiadores – visando a supressão total e mesmo o extermínio físico dos judeus. Essa inovação foi liderada por dois homens: Conde Joseph Arthur de Gobineau (1816-1882) e Houston Stewart Chamberlain (1885-1927).
Gobineau, diplomata e orientalista francês, que publicou um "Ensaio Sobre a Desigualdade das Raças Humanas", em quatro volumes (Paris, 1853-1855), tomou como base de sua tese a visão dos judeus (semitas) como "uma raça mista" e que "tudo de grandioso, nobre e frutificador nas obras do homem [...] pertence a uma família (a ariana), cujos diferentes ramos reinam em todos os países civilizados do globo" (Gobineau apud Clemesha 1998, 93).
O outro mentor intelectual dos anti-semitas alemães, Chamberlain, era genro do compositor Richard Wagner que, por sua vez, havia atacado impiedosamente os judeus no seu ensaio nada musical "O Judaísmo na Música". Chamberlain foi autor da obra mais agressiva, talvez, já publicada a respeito de judeus, fazendo-a editar sob o título acadêmico e totalmente enganador "Os Fundamentos do Século XIX" (1899). A obra mereceu a aprovação entusiástica do Kaiser Guilherme II e dela foram vendidos quase um milhão de exemplares somente em língua alemã. Uma amostra típica do que o livro contém é a seguinte reflexão: "...a raça judaica está completamente abastardada, e sua existência é um crime contra as sagradas leis da vida..." (Chamberlain apud Correa Neto: 1980, 79).
Da "filosofia de desinfecção" às câmaras de gás nazistas, onde foram asfixiados seis milhões de judeus em 1940-45, a distância foi de poucos passos e de apenas sessenta anos.
Por falar em "sagradas leis da vida", outro inimigo do povo judeu, igualmente influente e devoto, o reverendo Dr. Adolf Stöcker, pregador da corte de Guilherme I e líder do bloco anti-semita do Reichstag (Parlamento), também entrou na arena como defensor da "santidade". Mas a santidade pela qual lutava era a chamada pureza do sangue alemão. Dizia ele: "...o judaísmo moderno é uma gota de sangue estrangeiro no corpo alemão – e tem poder destrutivo" (Nyiszli: 1980, 49). Foi Stöcker, fundador do Partido Socialista Cristão, em 1878, quem cunhou, naquela ocasião, a legenda que se tornou o grito de guerra dos nazistas contra os judeus, meio século depois: "Deutschland – erwache!" (Alemanha – desperta!). Os socialistas cristãos também adotaram em seu programa político uma plataforma central que exigia uma Alemanha que fosse "judenrein" (purificada de judeus).
Curiosamente, nessa preocupação com a pureza racial do povo alemão, Chamberlain e Stöcker, como também os outros líderes intelectuais do movimento anti-semita alemão, cada vez mais florescente – Wilhelm Marr, Hermann Ahlwardt, Heinrich von Treitschke, Conde Walter Puckler-Muskau e o filósofo Eugen Dühring – tinham idéias "científicas" análogas à limpeza, à pureza do sangue, que era a obsessão dos racistas espanhóis durante o século XIV.
O problema judaico não era mais da alçada da religião cristã. Os anti-semitas intelectuais, tais como os arruaceiros das cervejarias, opunham-se violentamente à conversão dos judeus ao cristianismo, devido à "mácula" que o "sangue judaico" traria à corrente puríssima de sangue germânico, através dos casamentos mistos.
Do alto de sua elevada eminência, o filósofo Dühring dava ao povo alemão o seguinte conselho genocida, quanto ao trato com os judeus: "não deveriam ficar inibidos por qualquer escrúpulo, e sim usar os mais modernos métodos de desinfecção" (Dühring apud Sartre 1954, 104). Dessa "filosofia de desinfecção" às câmaras de gás nazistas, onde foram asfixiados seis milhões de judeus em 1940-45, a distância foi de poucos passos e de apenas sessenta anos.